Cereja do Fundão classificada como produto de “Indicação Geográfica”

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A “Cereja do Fundão” foi classificada como produto de Indicação Geográfica (IG).

A “Cereja do Fundão” foi classificada, a nível nacional, como produto de Indicação Geográfica (IG), certificação que a organização de produtores e a autarquia local esperam que venha a contribuir para a valorização da produção de cereja desta região.

No despacho publicado no Diário da República, a Secretaria de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural determina que “seja conferida, a nível nacional, proteção à denominação ‘Cereja do Fundão’ como Indicação Geográfica”.

“O uso desta denominação fica reservado aos produtos que obedeçam às disposições constantes no respetivo caderno de especificações depositado na Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR)”, acrescenta o despacho.

A decisão visa proteger a cereja produzida nesta região do distrito de Castelo Branco e é vista como uma “mais-valia” para a valorização da marca “Cereja do Fundão”, referiu José Pinto Castello Branco, presidente da Cerfundão, organização de produtores que apresentou o pedido de registo e que será a entidade gestora.

“É uma notícia fantástica por vários motivos, desde logo porque temos o reconhecimento oficial de um produto regional por excelência. Depois, também é uma ótima notícia para o mercado e, sobretudo, para o consumidores, que vão passar a ter a garantia de que aquilo que estão a comprar é realmente ‘Cereja do Fundão’”, afirmou.

Sublinhando que o facto de haver agentes de mercado que pensam que a cereja é toda igual e que o mais importante é o preço, este responsável refere que o selo IG distingue a “Cereja do Fundão”, certificando diferenças, características, qualidade e autenticidade.

A Câmara Municipal do Fundão também considera que este reconhecimento é “muito importante” e acredita que deverá desempenhar um papel relevante na estratégia que o município tem desenvolvido nos últimos anos ao nível da valorização e promoção da marca “Cereja do Fundão”.

“Isto não só é muito importante no processo de qualidade e de garantias ao consumidor, como também poderá ser um empurrão para a internacionalização”, disse o presidente da Câmara, Paulo Fernandes.

Para o autarca, esta certificação tem ainda “a vantagem de representar uma geografia mais ampla, porque apanha também algumas freguesias produtoras dos concelhos vizinhos da Covilhã e de Castelo Branco”.

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