Idoso condenado a quatro anos de prisão por matar o genro em Torres Vedras

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Um idoso de Torres Vedras foi hoje condenado a quatro anos e nove meses de prisão por homicidio simples.

O homem de 89 anos acusado de ter matado o genro em Torres Vedras em 2018 foi hoje condenado pelo Tribunal de Loures a uma pena de prisão de quatro anos e nove meses, por homicídio simples.

O idoso encontra-se em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Lisboa, chegando a tribunal acusado por homicídio qualificado.

Porém, viu o coletivo de juízes desqualificar o crime para homicídio simples na forma consumada, devido ao seu comportamento durante o julgamento e às circunstâncias que o levaram a cometer o crime.

“O tribunal entendeu que estavam verificados todos os factos, mas que não se justificava ser homicídio qualificado, considerando o estado de desespero do arguido, que agiu num contexto específico”, justificou a juíza, realçando o facto de o idoso ter confessado o crime de forma livre e espontânea.

Além de ter sido condenado a uma pena de prisão efetiva de quatro anos e nove meses, o homem viu-lhe decretada uma pena acessória de três anos de proibição de uso e porte de arma, a pedido do Ministério Público.

No fim da sessão, em declarações aos jornalistas, o advogado do arguido, José Castelo Filipe, lamentou a aplicação da pena efetiva e ressalvou ainda que iria estudar o acórdão para decidir se vale a pena recorrer da decisão.

Em causa está o homicídio de um homem de 60 anos, perpetrado pelo sogro deste, um idoso de 89 anos, em julho de 2018, na localidade de Furadouro, concelho de Torres Vedras, no distrito de Lisboa.

Segundo a acusação, a vítima foi morta por dois tiros de caçadeira, que a “atingiram no punho direito e no peito do lado direito”.

A acusação diz que o relacionamento entre o genro e o arguido e a mulher deste, que se encontrava acamada por padecer de doença oncológica em fase terminal, “era pautado de grande agressividade verbal e mesmo física”.

Na primeira sessão deste julgamento, que decorreu no dia 20 de fevereiro, o arguido confessou o crime.

O idoso, que se encontra em prisão preventiva no estabelecimento prisional junto à Polícia Judiciária de Lisboa, disse ao coletivo de juízes que foi o “desespero” que o motivou a assassinar o genro.

Na sessão, em 06 de março, foram ouvidos dois familiares que confirmaram que a relação entre sogro e genro era tensa.

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