Equino infectado por vírus do Nilo Ocidental no Alentejo

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A Febre do Nilo Ocidental é transmitida por mosquitos, sendo sensíveis as aves selvagens, os equinos e o homem.

Resultados de análise confirmaram um caso de Febre do Nilo Ocidental num equino do concelho de Viana do Alentejo, no distrito de Évora, revelou hoje a Comissão Veterinária da Federação Equestre Portuguesa (FEP).

Numa nota publicada a meio da tarde de hoje, a Federação Equestre refere que, após ter sido informada da confirmação deste caso pela Direcção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), “vem chamar a atenção de todos os médicos veterinários ligados a esta Federação bem como proprietários de cavalos e cavaleiros para esta situação”.

A Febre do Nilo Ocidental (FNO) é uma doença causada por um vírus, relacionado com as encefalites equinas, que é transmitida por mosquitos, sendo sensíveis as aves selvagens, os equinos e o homem.

As aves selvagens são hospedeiros primários da FNO, mantendo-se o vírus em circulação pelo ciclo de transmissão mosquito-ave selvagem-mosquito, enquanto que os equinos e os seres humanos são hospedeiros finais do vírus, sendo a doença transmitida através da picada de mosquitos infectados.

De acordo com a informação prestada pela FEP, “a Direcção Geral de Alimentação e Veterinária irá implementar medidas sanitárias, nos equinos existentes nas freguesias da zona de vigilância, em conformidade  com o Plano de Vigilância da Febre do Nilo Ocidental”.

As medidas de vigilância assentam essencialmente na avaliação clínica, epidemiológica e serológica dos animais, designadamente das aves selvagens e dos equinos, bem como a sensibilização dos médicos veterinários para a vigilância clínica da doença.

A Comissão Veterinária da FEP, conclui a nota, “estará atenta à situação e informará de imediato qualquer alteração que eventualmente possa ocorrer”.

Desde 2018 têm ocorrido focos da doença, com oito focos confirmados em 2015 e seis focos em 2016, nas regiões do Alentejo e do Algarve. O único caso em 2017 foi confirmado no dia 4 de Outubro do ano passado, numa égua, no concelho de Alcácer do Sal, na região Alentejo.
Os resultados dos testes efectuados conjugados com o quadro clínico determinaram a notificação de foco à Comissão Europeia e à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
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