Representante da República frisa que emigrantes regressados da Venezuela “são tão madeirenses” como o que vivem na ilha

0
674

O Representante da República para a Região Autónoma da Madeira, Ireneu Barreto, disse hoje, no Dia do Concelho de Machico, que os emigrantes que regressam da Venezuela, “são tão portugueses e tão madeirenses” como os que vivem na ilha.

Ireneu Barreto elogiou o “esforço e atenção que o Governo Regional vem dedicando a esta questão”, mas chamou a atenção que “não basta a acção das entidades públicas”, salientando ser preciso que a comunidade madeirense veja o regresso dos emigrantes “numa perspectiva construtiva”.

“Neste domínio, é justo que louve o trabalho e a estratégia coordenados entre o Governo Regional e o Governo da República, e as mais recentes medidas extraordinárias de apoio à nossa comunidade na Venezuela, tanto aos nossos conterrâneos que lá permanecem, como aos que entendam regressar”, declarou.

Sem nunca se referir directamente às divergências que têm surgido entre autarcas da região sobre a presidência das sessões solenes dos concelhos, que o PSD defende presididas pelos políticos eleitos e o PS e CDS/PP por personalidades nomeadas, como é o caso do Representante da República, Ireneu Barreto afirmou que as instituições e as leis em vigor “devem ser respeitadas” em veneração do Estado de Direito.

“Em democracia, tudo pode e deve ser discutido e, se necessário, alterado, mas as instituições existentes e as leis em vigor devem ser respeitadas, sob pena de os próprios fundamentos de um Estado de Direito passarem a ser questionados”, disse, lembrando que “a República Portuguesa corresponde ao modelo de organização” do povo português, que “se traduz num Estado de direito democrático, onde se privilegia o respeito pelas leis e pelas instituições que o enformam”.

“Nestes tempos nebulosos, o reforço da nossa democracia deve ser um imperativo categórico para que a defesa e o respeito do equilíbrio de poderes, de todos os poderes, não seja ofuscado por deslumbramentos fáceis”, alertou.

Para Ireneu Barreto, neste contexto, “toda a atenção deve ser prestada a atitudes que, aparentemente inócuas ou bem-intencionadas, ao colocarem em causa as leis e as instituições, trazem em si o gérmen daquelas ideias que, nos dias de hoje, tanto preocupam a Europa e o Mundo”.

Respondendo ao presidente da Câmara Municipal de Machico, Ricardo Franco, que, no discurso que proferiu, pediu ao Governo Regional que a principal comemoração dos 600 anos da descoberta da Madeira, em 2019, fosse realizada no concelho, dado que foi a primeira terra a ser pisada por João Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo, o presidente do Governo Regional acedeu e anunciou que a sessão solene do Dia da Região Autónoma da Madeira, a 01 de julho, será precisamente realizada em Machico.

“Concordo plenamente com a sua proposta”, observou.

Publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here