Feira dos Gorazes esgota Mogadouro de 12 a 16 de Outubro

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Hotelaria, restauração ou até mesmo o espaço para expositores, tudo esgota em Mogadouro durante os cinco dias da Feira dos Gorazes. Este ano são cerca de 150 os expositores de diversos ramos de actividade que vão marcar presença no certame, que decorre entre 12 e 16 de Outubro, num evento para “capitalizar a economia do concelho”.

“São dias que capitalizam a economia do concelho. Há muita procura dos espaços de exposição, por parte dos empresários, que procuram a nossa feira para fazer negócio e promover os seus produtos e ao mesmo tempo dinamizar a economia local”, disse o presidente da Associação Comercial e Industrial de Mogadouro (ACISM), Fernando Pais.

Um módulo com 9 m2 no espaço das multiactividades custa 300 euros para os cinco dias da feira, mas foi a limitação de espaço no recinto de feira que obrigou a deixar de fora “um número significativo de expositores”.

“Esta feira dinamiza a economia local, com as unidades hoteleiras do concelho esgotadas e uma grande procura a nível da restauração onde imperam as carnes de porco e vitela mirandesa”, observou o responsável.

Uma das principais atracções da Feira dos Gorazes passa por uma demonstração de espécies autóctones do Planalto Mirandês, desde o gado bovino ao ovino e caprino, passando pelos burros e porcos de raça bísara, este ano com um espaço expositivo maior.

“Montamos um espaço coberto maior para dar visibilidade e promover as raças autóctones que ainda são importantes na economia do território”, vincou Fernando País.

Com um investimento que ronda os 130 mil euros, a Feira dos Gorazes é classificada pelas entidades organizadoras – a Associação Comercial e Industrial de Mogadouro (ACISM) e a câmara municipal – como “um dos maiores certames do seu género na região Norte do país”.

Para os responsáveis pela ACISM, a única lacuna são as instalações que começam a ser pequenas para a realização de um certame desta natureza.

Por seu lado, o presidente da câmara de Mogadouro, Francisco Guimarães, disse que é necessário manter a tradição dando-lhe um toque de modernidade e ir inovando.

“Esta feira tem pernas para andar e nos últimos três anos temos introduzido uma maior componente local ao nível pecuário e agrícola, os motores da economia do concelho e do território nordestino”, enfatizou.

O autarca deixou ainda o anúncio da construção de um espaço destinado à promoção das raças autóctones, cujo projecto está concluído e orçado em um milhão de euros, já com uma comparticipação de 200 mil euros provenientes da comparticipação de fundos comunitários provenientes do Provere – Programas de Valorização de Recursos Endógenos.

Quanto à remodelação do parque de exposições, Francisco Guimarães, foi mais cuidadoso e garante que o concelho tem prioridades de investimento no campo social e que a seu tempo esse projecto terá outros desenvolvimentos.

Ao longo de dezenas de anos, muito se tem discutido sobre o nome desta feira e sua origem. No entanto, e segundo historiador António Rodrigues Mourinho, terá origem medieval e não se trata apenas de uma tradicional feira de fim de colheitas: é um local de diversão e importante centro para o comércio do artesanato e de outros produtos tradicionais.

A Feira dos Gorazes tem associada uma componente gastronómica, com posta de vitela assada na brasa e a marrã (carne de porco assada na brasa) servidas nos restaurantes do concelho.

O programa da feira inclui ainda espectáculos musicais diários, a partir das 22 horas. o concurso do cão de gado transmontano, no dia 13 às 10 horas, e um passeio motard, no domingo, que entre degustações de queijo e provas de vinho promete dar por bem empregue o tempo dos amantes das duas rodas que rumarem a Mogadouro.

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