Governo refuta autarcas do Baixo Alentejo sobre impactos de cultura de olival

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O Ministério da Agricultura considerou “incompreensível o discurso alarmista de alguns autarcas do Baixo Alentejo” quanto à monocultura intensiva e superintensiva do olival e à produção de azeite na região, refutando o impacto ambiental e na saúde pública.

Em comunicado, o gabinete do ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural observou que, “tendo em conta a importância da produção de azeite no Alentejo e a sua dimensão”, técnicos do Ministério da Agricultura realizaram “uma avaliação dos possíveis efeitos ambientais desta cultura” intensa e superintensiva do olival.

“O olival intensivo não promove mais pressões ambientais do que outras culturas regadas com expressão determinante no Alentejo. Inclusive, os indicadores compulsados apontam-na como das menos potenciadoras de impactos negativos no solo”, notou o gabinete de Capoulas Santos.

Assinalando que a produção de azeite no Baixo Alentejo tem “contribuído para a dinamização socioeconómica da região e para o combate ao desemprego”, o Governo esclareceu que, apesar das conclusões não revelarem impacto negativo, “determinou que o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária promova um estudo mais aprofundado de avaliação comparativa dos diversos tipos de exploração de olival, bem como a apresentação de conclusões e de eventuais recomendações tendentes a mitigar impactos negativos que possam vir a ser detectados”.

“Dos três milhões de hectares que constituem a região do Alentejo, apenas 165 mil estão ocupados por olival, sendo que as áreas de olival intensivo e superintensivo representam 38 mil hectares. Ou seja, 1,25% do total”, acrescenta a nota, pelo que “se torna incompreensível o discurso alarmista que alguns autarcas do Baixo Alentejo têm vindo a adoptar relativamente à cultura do olival”.

O comunicado do ministério surge no mesmo dia em que a Câmara de Serpa, no Alentejo, manifestou preocupações com os impactos ambientais e na saúde pública da “proliferação” de monoculturas intensivas e superintensivas no concelho, como olival, “possivelmente sem devido acompanhamento das entidades competentes”.

O ministério vincou ter recebido “um único pedido de audiência, em 09 de Fevereiro último” da Câmara de Serpa e a reunião ocorreu em 28 de Março.

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