Serpa preocupada com impactos ambientais e na saúde pública de monoculturas intensivas

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A Câmara de Serpa manifestou preocupações com os impactos ambientais e na saúde pública provocados pelas monoculturas intensivas e superintensivas no concelho

A Câmara de Serpa, no Alentejo, manifestou hoje preocupações com os impactos ambientais e na saúde pública da “proliferação” de monoculturas intensivas e superintensivas no concelho, como olival, “possivelmente sem devido acompanhamento das entidades competentes”.

Num comunicado, o município de Serpa, do distrito de Beja, refere que já pediu “vários agendamentos de reuniões” ao Ministério da Agricultura para transmitir as suas preocupações.

“A principal preocupação, já transmitida ao ministério, é do foro ambiental”, frisa a autarquia, defendendo a criação de um sistema de monitorização, com indicadores ambientais, demográficos e socioeconómicos, e de mitigação de impactos ambientais e para a saúde pública das monoculturas intensivas e superintensivas.

O município defende também que “devem ser tomadas medidas de protecção junto das localidades e de explorações com culturas em modo de produção biológico”.

A autarquia lembra que, em Fevereiro deste ano, a Assembleia Municipal de Serpa aprovou uma moção sobre o assunto e na qual manifestou preocupação com os impactos que as monoculturas intensivas e superintensivas poderão vir a ter na “deterioração” dos solos e da água e nos animais, “em suma no ecossistema”.

Em maio deste ano, a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), que é composta por 13 dos 14 municípios do distrito de Beja, também aprovou uma moção sobre o assunto.

Na moção, a CIMBAL também defendeu a criação de “um sistema de monitorização de indicadores ambientais, demográficos e socioeconómicos e de mitigação dos impactos” para “a saúde pública e outros” da “intensificação” da produção e da expansão de monoculturas intensivas e superintensivas nas regiões, como a beneficiada pelo projecto Alqueva, que “estão a sofrer alterações profundas” das suas estruturas agrárias e produtivas.

A CIMBAL também exigiu ao Governo a criação de normas legais para “corresponsabilização” das empresas de prestação de serviços e das utilizadoras de “trabalho sem direitos e sem dignidade” em explorações agrícolas de monoculturas em regimes intensivo e superintensivo.

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