Empresários promovem produtos da Beira Baixa nos mercados internacionais

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A Associação Empresarial da Beira Baixa (AEBB) lidera um projecto para a promoção nos mercados internacionais dos produtos de excelência da fileira agroalimentar produzidos na região da Beira Baixa, disse hoje o presidente da associação.

“O projecto resulta de uma candidatura liderada pela AEBB. Fomos buscar outros parceiros, porque a alavanca desta candidatura é o desenvolvimento do território da Beira Baixa, através do desenvolvimento dos produtos endógenos. E fomos à procura dos produtores que chegam por via de outras associações, sendo que o objectivo é a valorização dos produtos endógenos com vista à internacionalização”, explicou o presidente da AEBB, José Gameiro.

O projecto “Beira Baixa Foods” é financiado em 619 mil euros pelo Centro 2020, no âmbito do Programa Operacional do Centro.

Além da AEBB, tem ainda como parceiros a Associação de Produtores de Azeite da Beira Interior (APABI), Associação de Produtores de Queijo do Distrito de Castelo Branco (APQDCB) e a Associação de Apicultores do Parque Natural do Tejo Internacional (MELTAGUS).

O objectivo passa ainda pelo reforço da competitividade regional e da dinâmica empresarial, através de uma estratégia agregadora de sinergias, visando a promoção de produtos de excelência da fileira agroalimentar produzidos na região da Beira Baixa, nos mercados internacionais, sob uma identidade colectiva, “Portugal by Beira Baixa”, alocada à marca e identidade dos produtores.

“Não temos quantidade desses produtos. Temos é uma qualidade fora de série. E, portanto, temos que procurar nichos de mercado e esses nichos encontram-se lá fora. Cá [país], é mais difícil. Queremos ir mais além”, sublinhou José Gameiro.

Actualmente, o projecto conta com 19 produtores envolvidos sendo que a marca, além da promoção dos produtos endógenos, tem ainda associada a si a responsabilidade de divulgar a região, a sua história, saberes e costumes.

“Queremos criar valor às empresas que valorizam a história e a cultura deste território, onde a magia do biológico, ecológico e sustentável se encontram. Oferecemos um território de natureza preservada, de histórias ancestrais e de gente genuína. As suas actividades geram produtos de excelência”, explica.

O presidente da AEBB espera que a reprogramação do quadro comunitário, que deve ser conhecida até ao final do ano, possa dar continuidade a este projecto através de candidaturas de seguimento.

“Um dos problemas que temos tido, dos dinheiros comunitários, é que termina a candidatura, gasta-se o último cêntimo e termina a ideia. Não é para isso que a alavanca do dinheiro comunitário serve. Tem que servir para dar continuidade”, concluiu.

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